quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Destinatário: Pai Natal :-)

É claro que depois de uma noite mal dormida entre vómitos, limpezas e mudas de cama não nos passaria pela cabeça ir para o jardim andar de bicicleta ou para o parque infantil correr e saltar. Nem a piolha estava para aí virada. Acordou muito bem disposta mas sem apetite e quem não come não pode andar a gastar calorias, pois claro! Muito menos depois de uma noite atribulada. Felizmente já não voltou a vomitar mas agora é altura de recuperar :-)
Resolvemos então dar um pulo ao C.C. Alegro e sem querer acabámos por escrever a carta para o Pai Natal :-)

Mas antes não resisto a fazer uma observação. NÃO acho piada nenhuma ao conceito que o Alegro adoptou este ano. Ilha do Natal!!??!?!??? O Pai Natal em pleno castelo de areia, entre bolas de praia, pranchas de surf e pés na areia???!?!?!.... memmmmm não gostei. Até sou uma pessoa receptiva às inovações mas há coisas que nunca devem mudar porque correm o risco de perder toda a piada, toda a magia. Para mim o Pai Natal estará sempre no frio, rodeado de neve, numa casinha de madeira acolhedora, com o trenó e as renas estacionadas à porta. É esta a minha visão e a de milhões de pessoas, certamente! Um cenário que está muito bem reproduzido nas Amoreiras, por exemplo :-)

Bem, mas é óbvio que a Rafaela não ficou indiferente à Ilha do Natal e as ajudantes do Pai Natal desafiaram-na a pintar um desenho, a escrever uma carta e a colocar tudo dentro de uma cápsula voadora. Ela pintou a estrela, eu escrevi a carta e a cápsula voadora lá foi entre tubinhos, curvas e contracurvas até à residência do Pai Natal, ou seja, até ao dito castelo de areia. Lá dentro estava o Pai Natal e um fotógrafo porque nos tempos que correm tudo serve para fazer dinheiro. E a Rafaela, na sua santa inocência, seguio deslumbrada a trajectória da cápsula e acabou por tirar umas fotos ao lado do Pai Natal. Ele abriu a cápsula, leu a carta e falou com ela. 

Nós observávamos a beleza da cena, a pureza e o deslumbramento da nossa menina. Agarrada às minhas pernas lá perdeu a vergonha e lá começou a tagarelar com o velhote de barbas. Com o seu jeitinho doce de menina, encolhia os ombros meia envergonhada e sorria carinhosamente.

No fim, o Pai Natal ofereceu-lhe um balão e o Ursinho da Nestlé ofereceu-lhe um saquinho cheio de frutas e iogurtes. O Ursinho despertou-lhe uma enorme curiosidade e enquanto não percebeu o que aquilo era não arredou pé. Tanto espreitou que acabou por concluir "Aquilo é um homem vestido de ursinho, eu vi a barba pelo buraquinho!!".

Enfim, é curiosa que se farta... e em relação ao Pai Natal vejo que ficou com a pulga atrás da orelha porque se fartou de fazer perguntas. "Este Pai Natal é o verdadeiro?? E as renas?? E o trenó? E porque é que ele está descalço?".

E quando chegou a casa saiu-se com esta "O Jubas é parecido com aquele ursinho. Será uma menino vestido de Jubas?"

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