quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Casa Feliz

A minha casa é o meu mundo. Adoro passear e andar ao ar livre mas sou definitivamente uma pessoa caseira, sempre fui. Gosto de estar aqui aninhada no meu canto, no meu pequeno mundo, de volta das minhas coisas. Costumo dizer que a minha casa é uma extensão de mim própria, é como se fosse mais um braço ou uma perna. Gosto de tratar dela. Gosto da ver arrumada, cheirosa, limpinha e cheia de boas energias. 

Gosto de passar os olhos pelas revistas de decoração em busca de novas ideias, gosto de renovar e de reciclar. Gosto de fazer pequenas alterações e caprichar em pequenos detalhes porque são eles que marcam a diferença.

Gosto de sentir o cheiro do incenso a queimar devagarinho ou de me deixar envolver pela luz ténue de uma vela aromática.

Gosto de casas com um estilo moderno, acolhedor e clean, sem tralha amontoada. Aliás, tenho por regra guardar apenas as coisas que me fazem falta. Não preciso de ter quinhentos panos de cozinha, nem cinquenta toalhas de casa de banho, nem milhentas caixas de tupperware. Só tenho aquilo que me faz falta. Detesto guardar coisas que não têm qualquer utilidade para desgosto da minha mãe que acha que eu devia ficar com as milhentas tralhas que ela guardou carinhosamente para o meu enxoval.

É um aspeto curioso, é um exemplo da diferença de gerações. A geração da minha mãe tem sempre lugar para mais uma caixinha, para mais uma tralha. É a geração do termo "emprego para a vida". Mas eu  faço parte de outra fornada, estou incluída numa geração bastante mais descartável em que pouca coisa é para a vida. Contudo, devo dizer, que não me encaixo no termo FAST!... não me incluo na geração fast food, fast tudo e mais alguma coisa. 

Para além disso, em tudo na vida, sou apologista do pouco e bom ao invés do muito e mau. Prefiro ter poucas coisas boas do que muitas coisas más. Detesto casas cheias de tralha, não sei fazer compras em lojas gigantes cheias de coisas, faz-me confusão ver mesas cheias de comida, detesto que me enchem o copo ou o prato até acima. Detesto o excesso e o desperdício em geral. O excesso dificulta a vida. Ter mais olhos que barriga dificulta a digestão e a saúde! Devemos ter e consumir aquilo que necessitamos, tudo o resto só dificulta o fluxo das energias positivas, não tenham dúvidas.

A exceção vai para a roupinha da Rafaela! eh eh eh! mais uma nunca é demais... mas isso é o meu calcanhar de Aquiles :-))

A verdade é que o meu marido até treme quando me vê com os vaipes das arrumações. Ele que gosta tanto de guardar tralhinhas! Na brincadeira chega-me a dizer que um dia destes ainda o deito para o lixo :-)

Depois é a piolha que quer guardar todo o tipo de papelinhos, caixas e saquinhos! É mesmo mulher! recebe uma prenda, quer ficar com o laço e com o papel de embrulho, compramos uns sapatos e ela quer ficar com a caixa, vamos às compras e ela quer ficar com os saquinhos das lojas porque são bonitos.... alguém tem que ter mão nisto, pois claro! E esse alguém sou eu! eh eh eh!

Quando eu era pequena também era assim mas a vida vai-nos mudando... vamos percebendo que a essência está no ser e não no ter.

E nestas coisas da vida a felicidade é o que realmente importa. Por isso mesmo, gosto de cuidar aqui do meu ninho. Não há lugar nenhum no mundo que se compare à minha casa. É bom ir passear mas regressar é melhor ainda.

E para tirar algumas ideias, estou aqui de volta do livro "Casa Feliz" da Maria Barros. Também aproveitei para ler uma das suas entrevistas e fartei-me de rir quando ela disse "os presentes envenenados são aqueles que as pessoas oferecem aos nossos filhos porque são nossos e não deles: peluches gigantes, carros com baterias que parecem Smarts, bonecas com tamanho de gente. Deve pedir-se para, em vez disso, os presentes serem CDs de música ou DVDs de filmes e documentários. As melhores coisas vêm nas embalagens mais pequenas".

Só não concordo quando ela diz que não gosta do conceito da casa bege porque "a única coisa que a casinha politicamente correcta, com paredes beges, diz da personalidade de quem lá mora é que deve ser um grande chato ou uma grande chata".

EH EH EH!! então eu devo ser chatérrima porque a minha casa é toda em tons bege, creme, baunilha, trigo e branco!!... adoro tons nude, dão-me imensa tranquilidade. A exceção vai para  a cozinha que tem um tom bastante mais caloroso e para o quarto cor de rosa da madame Rafaela.

Nem me imagino a viver rodeada de paredes azuis, verdes, laranjas ou vermelhas!!... a minha natureza vulcânica precisa de ambientes zen para se manter calminha ;-) 


Sinopse:

Tenho coisas a mais em casa e não tenho espaço para arrumar nada, não sei que cama comprar porque o meu quarto é muito pequeno, devo investir num bom sofá? Em minha casa nada funciona. Da torneira que pinga ao armário da cozinha que está empanado. O bege é a melhor opção para não cometer erros em decoração? Adoro cor-de-laranja, posso pintar o meu quarto nesta cor? Que materiais devo utilizar na casa de banho? Começo as obras ou uma remodelação da minha casa por que zona da casa, a sala ou o quarto? A conhecida decoradora Maria Barros responde a todas estas questões neste guia prático de decoração. Numa linguagem divertida e acessível, explica-lhe como é possível ter uma Casa Feliz. A casa dos seus sonhos, aquela que faz parte do seu imaginário e que há muito está enterrada na sua memória. Basta meter mãos à obra! Inspire-se em revistas, em viagens, livros ou numa música. Estabeleça prioridades, dê o que não precisa. Tire fotografias à sua casa para poder analisar e apontar o que quer alterar. Área por área.

1 comentário:

  1. Estou a precisar de ler isso.
    A minha casa está como eu: a precisar de renovação...:)

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