quarta-feira, 25 de abril de 2012

Revoluções

Há quem diga que Portugal precisa desesperadamente de outro 25 de Abril e eu começo a achar que quem assim pensa deve ter razão. Imagino as voltas que D. Afonso Henriques deve dar no seu túmulo ao ver a que estado chegou a nação em que tantas esperanças e conquistas depositou.

Somos um país que tem TUDO para ser um grande país mas falta-nos uma boa cabeça. Quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga e este ditado aplica-se aqui na perfeição. Censuro a classe política que ao longo da última década tem afundado o nosso Portugal. Direita e esquerda, todos eles têm dado o seu valioso contributo nesse sentido... palavras de uma pessoa que tem as suas convicções políticas mas que há muito deixou de acreditar nos políticos. No momento sou apartidária, é triste mas é verdade.

E censuro também todas aquelas pessoas que passam a vida a criticar tudo e todos... SIM, porque criticar é fácil mas quando se trata de apresentar soluções esse tipo de pessoas nunca tem nada a dizer. DETESTO a hipocrisia, a falsidade e o espírito mesquinho que habita no coração de muito boa gente. SIM, porque quem me conhece sabe perfeitamente que sou daquelas pessoas que luto pelos meus sonhos e todos os dias faço os possíveis para ser um ser humano melhor. Tenho apenas 36 anos mas defendo uma série de valores que se estão a desvanecer nos dias que correm. SIM, porque esta crise não é só económica. Esta crise é também social e está a deitar por terra os valores que servem de pilar a uma sociedade estruturada e civilizada.

Tenho apenas 36 anos mas aprecio a amizade, a sinceridade, a justiça, a lealdade e a boa educação. E a falta de valores morais assusta-me e entristece-me. 

Dizem que há males que vêm para bem... espero que este ditado também se encaixe no panorama mundial actual. O mundo bateu no fundo e talvez esta crise seja um despertar para uma nova forma de estar na vida, talvez seja um despertar das consciências... talvez... espero que sim, caso contrário não sei como será o futuro das gerações vindouras.

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