sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O primeiro TPC da Rafaela

Não há dúvida de que a maternidade é a experiência mais rica, completa, exigente e estimulante que uma mulher pode ter. Antes de ser mãe nunca pensei que um filho proporciona-se esta imensidão de sensações e descobertas diárias... nunca me passou pela cabeça, a sério!... para mim é ouro sobre azul porque adoro desafios, adoro aprender e fazer sempre mais e melhor em prol de um ser que amo até ao infinito... e é a escrever que dou largas a este amor que não cabe dentro de mim de tão imenso que é. Adoro registar e "beber" as sensações inerentes a cada momento. Sou uma pessoa demasiado sensível a tudo o que me rodeia e é nessas sensações maravilhosas que encontro a verdadeira essência da vida, a tal energia vital.

E ontem a minha filha presenteou-me com mais um desses momentos em que o meu espírito poético se embriaga de alegria. Trouxe o seu primeiro trabalho de casa e eu ajudei-a a fazer. Como o tempo passa!... bufff... é inacreditável... parece que nasceu ontem e já anda aqui com fichas e trabalhos!... se a vida tivesse um comando tenho a certeza que carregaria na pausa para saborear intensamente cada um destes momentos.... mas como não há pausa nem slow motion, opto por fotografar e escrever pois é a minha forma de parar e congelar o tempo. 

O trabalho consistia em dois exercícios. No primeiro tinha que pintar as figuras geométricas grandes de vermelho, as médias de amarelo e as pequenas de azul e no segundo tinha que completar as sequências. Tadinha! ao principio olhou para aquilo como um burro para um palácio mas depois da minha explicação soltou um enorme sorriso e esmerou-se para "ser a maior!". O mais difícil foi manter-se concentrada e calada porque é uma matraca dos diabos e tem que estar sempre a fazer observações!... mas penso que também não se pode exigir muito mais de uma criança que nem cinco anos tem. E eu gostei tanto de fazer o papel de professora! é incrível a paciência que eu tenho para a minha filha! tenho tanta paciência para ela que por vezes não sobra nenhuma para mais nada... mas aposto que vocês também sentem o mesmo em relação aos vossos filhos. Acho que no momento em que damos à luz surge em nós uma espécie de saco de paciência infinito para lidarmos com as nossas crias.

E ela sempre muito apressada a querer fazer tudo muito rápido porque as crianças desta idade acham que a primeira a fazer qualquer coisa é quem ganha! e eu a explicar-lhe que a ficha de exercicios não é nenhuma corrida e vale mais fazer devagar e bem do que depressa e mal. Mas está de parabéns porque fez tudo correctamente e eu aproveitei o seu entusiasmo para lhe explicar mais umas coisas e ainda inventei mais duas séries de sequências para ela completar. Uma com estrelinhas e outra com carinhas de bonecas onde as bolinhas eram a boca e os olhos. Ela adorou e no fim os papéis inverteram-se, ou seja, eu fiz de aluna e ela de professora. É a técnica que costumo usar para ver se ela percebeu e se consegue explicar o que esteve a fazer. Eu faço de aluna desatenta, sempre a pedir explicações e a perguntar coisas. Vou puxando por ela na brincadeira e ela aprende sem dar por isso. E foi assim, uma tarde de chuva dedicada ao saber, mais um momento Limetree para mais tarde recordar 


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