quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Paciência, brincadeiras e lençóis

Eu bem disse que estava a precisar de voltar à rotina habitual para bem da minha sanidade mental. Estava quase a endoidecer com tanta festa e rebuliço.... e com a Rafaela agarrada às minhas pernas dia e noite durante a última semana e meia... uma bicharoca para lá de amorosa mas que consegue deixar o mais paciente dos neurónios à beira do curto circuito com a sua tagarelice e energia constantes (sobretudo em  tempo de festa onde fica possuída por uma espécie de coelhinho Duracell). Desde que as coisas entraram nos eixos já nem pareço a mesma pessoa. Já recuperei a minha paciência e boa disposição. Parecendo que não, o facto da Rafaela passar as manhãs na escola ajuda muito. Uma decisão da qual não me arrependo pois é o suficiente para ter tempo para mim, para fazer o que me apetece e para trabalhar. Só eu e o barulhinho dos meus dedos no teclado... uma maravilha! há dias em que é muuuuuito complicado fazer tudo até às 15h00 e quando isso acontece já sei que vou ter que me deitar às quinhentas... felizmente sou a organização em pessoa e tudo se vai fazendo e cumprindo, mesmo que seja à custa de umas noitadas. A Rafaela está sempre em primeiro lugar e é a ela que me quero dedicar o máximo possível, contudo, estas manhãs são fundamentais para a minha sanidade mental porque gosto de trabalhar, porque preciso de estar sozinha sem ser interrompida quinhentas mil vezes, porque sou humana e porque por mais paciência que tenha preciso do meu espaço. Para darmos o nosso melhor temos que nos sentir bem. Ninguém consegue ter paciência quando a cabeça implora por uns minutos de sossego e isso já me estava a acontecer. Felizmente já voltei ao meu estado normal e às 15h00, quando a fui buscar, já estava cheia de vontade de brincar com ela (coisa impensável nos últimos dias em que já deitava princesas pelos olhos!).

Hoje lanchámos, dormimos uma bela sesta e brincámos as duas em cima da cama até à hora de jantar. Adoro estes momentos! brincámos sem bonecos, sem brinquedos, apenas com a imaginação. Foi delicioso. Construímos um mundo imaginário onde habitavam formigas, uma princesa ervilha, um papa-formigas e uma bicharoca dentadinhas (a Rafaela!) que devorava tudo. As nossas mãos davam vida a inúmeras personagens e as minhas ainda se chegaram a transformar em duas cobras diabólicas que queriam fazer mal à dentadinhas. Um espetáculo! a colcha e os lençóis serviam de montanhas, estradas, lagos e esconderijos para todos estes seres imaginários.

Um brincadeira de inverno onde o aconchego da casa e da cama contrastava com o frio que estava lá fora. E por falar em cama, quero ver se aproveito os saldos para comprar uns lençóis novos para  o nosso ninho. Não suporto lençóis brancos (só me fazem lembrar as camas dos hospitais!) mas também não gosto de lençóis coloridos. Os tons creme e pastel são os meus eleitos e estes da Zara Home já andam debaixo de olho ;-)


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