quarta-feira, 3 de abril de 2013

A escola nova, as preocupações de mãe e a tarde de brincadeira

Hoje fomos conhecer a futura escola da Rafaela, mais uma grande etapa na vida da nossa pequena cria (e na nossa também!). Desde os cinco meses que frequenta a mesma escola mas agora está na altura de mudar. Não foi uma decisão fácil pois temos ali uma segunda família que adoramos profundamente. Grandes profissionais que têm acompanhado da melhor forma o crescimento do nosso tesouro. Já vos contei várias vezes o que me custou deixar a Rafaela com apenas 5 meses no berçário mas na altura não tinha outra alternativa pois trabalhava a tempo inteiro e quando não há família por perto o berçário é a única solução. Quando ela tinha 18 meses fiquei desempregada e nesse momento resolvi mudar o meu rumo profissional porque não me imaginava longe da minha filhota o dia inteiro. Optei pela vida de freelancer (com tudo o que isso tem de bom e menos bom) e a bicharoca fofinha passou a frequentar a escola em regime de part-time. E assim continua até hoje e até ela ir para a primária. Quero aproveitar da melhor forma estes anos que passam a voar, quero continuar a proporcionar-lhe tempo de qualidade e em quantidade, nem que para isso tenha que fazer serões de trabalho até às tantas da manhã. Com uma boa gestão tudo se consegue e energia é coisa que ainda não me falta (felizmente!).

Mas depois de muito ponderarmos, chegámos à conclusão que está na hora de mudar de escola. É para o bem dela. Em setembro vai deixar a exclusividade e os mimos do ensino privado e vai para o jardim de infância da escola primária (pública) que irá frequentar futuramente. Este ano faz 6 em dezembro mas só a vamos colocar na primária no ano seguinte porque para nós não faz qualquer sentido colocar uma criança com 5 anos na primária. Podem ter imensa maturidade a nível intelectual (como a Rafaela) mas fisicamente não estão preparadas para estar tanto tempo sossegadas e atentas a programas tão complexos (ahh pois! é bem diferente do nosso tempo! muito mais puxado!). Tudo tem o seu tempo e colocar a carroça à frente dos bois pode ser bastante contraproducente nestas situações. Conheço pais que se arrependeram profundamente. Precipitaram-se, as coisas não correram bem e as crianças entraram "coxas" nesta fase tão importante das suas vidas. Um erro que se paga com o insucesso, um erro que depois já não tem volta a dar.

Para além disso, sou uma mãe demasiado preocupada com tudo e começo a pensar nas coisas muito antes delas acontecerem. Leio, pesquiso, tiro dúvidas, chateio, pergunto, vou ver, vou analisar... quando ela estava na creche já eu me tinha informado sobre as escolas primárias da nossa zona de residência. Acho que quando ela entrar para a primária vou começar a pensar no secundário. Mas eu sou assim e não há volta a dar. Tudo isto porque ela é o meu maior tesouro e gosto de me sentir 100% segura nas minhas decisões e isso só é possível quando vejo as minha dúvidas todas esclarecidas.

Faço os possíveis para que ela sofra o menos possível quando salta de etapa. Não quero que ela saia da escola que frequenta e entre subitamente para a primária. Prefiro que ela saia da sua zona de conforto e continue no jardim de infância mas da escola onde vai fazer a primária. Uma escola enorme, com muitas crianças onde vai ganhar outra dinâmica e ter outra perspetiva da vida. Um passo de cada vez. Já a ando a preparar há alguns meses e ela já interiorizou na perfeição, até porque já percebe que as crianças crescem e mudam de escola (já viu ir embora muitos dos colegas que adorava). 

Falei com a coordenadora, marcámos uma visita e hoje lá fomos os três conhecer as instalações e os programas. Ela ia feliz da vida mas eu ia com um certo nervoso miudinho porque sou uma mãe galinha da pior espécie e estas mudanças mexem muito comigo. Felizmente sai de lá encantada (e o papá também!) porque adorámos. Ficámos descansados e com a certeza que ficará em boas mãos. As instalações são maravilhosas e os programas/actividades bastante interessantes e diversificados. Ela entrou meia envergonhada agarrada às minhas pernas (coisa de estranhar porque esta criatura de envergonhada não tem mesmo nada!) mas rapidamente começou com a sua tagarelice e curiosidade habituais. Felizmente é uma criança super sociável e extrovertida! se por um lado é chato porque se mete com toda a gente e não se cala um minuto, por outro é excelente porque se adapta perfeitamente às novidades.

A modos que foi assim. Em setembro a pimpolha irá para a escola nova mas com a certeza que não irá cortar os laços com a antiga que continuará a frequentar nas férias quando a pública estiver fechada (carnaval, páscoa e verão).

Quando saímos perguntou-me enquanto saltitava "Mas hoje ainda vou para a minha escola, não é mamã?"... eu sorri e respondi-lhe que sim, que ainda falta um tempinho para ir para a nova (escuso de falar em meses porque ainda não tem a mínima noção disso). E lá foi ela sorridente ter com a sua querida educadora de quem vou ter tantas saudades. Mas é assim... não posso dar parte de fraca! a princesa gostou, já está mentalizada e eu tenho que fazer o mesmo! mas este meu coração de manteiga é a minha desgraça... é mesmo... 

À tarde a chuva tornou a cair (para variar!) e brincar em cima do tapete foi o programa escolhido. Mãe e filha sentadas no cantinho da brincadeira, no quarto da princesa, a dar vida a bonecos, histórias e diálogos 




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4 comentários:

  1. Dá sempre um nervoso miudinho. A minha filhota tem 6 anos (feitos em fevereiro) e está na pré. Começou aos 3 anos no infantário privado e frequenta a primaria neste momento, como o infantário não dá aulas do primeiro ciclo, ela terá de mudar de escola. E desta vez, vai para uma escola pública. Mas os medos são muitos, será que vai se dar bem com tanta matéria, será que vai fazer novos amigos ou estará num cantinho. Tenho outro problema, gostaria que ela fosse para uma escola que é muito boa e nova, mas a escola da minha residência (sim, temos de levar os miúdos para escolas destinadas, ou seja, pela residência) está velhinha, e não grande.. e eu não queria mesmo nada que ela fosse para essa escola... e está se aproximando a data, enfim.
    Mas ainda bem que vocês gostaram da suposta nova escola da Rafaela, espero que tudo corra bem. :)

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    1. Estou a ver Rafaela... compreendo perfeitamente o que lhe vai na alma... felizmente nesse aspecto não me posso queixar porque a escola é nova (tem 2 anos) e fiquei mesmo muito satisfeita com tudo aquilo que vi e ouvi. Mas mesmo assim há sempre receios de mãe... acho que nestas coisas acabamos sempre por sofrer mais que eles porque são pequenitos e ainda não têm noção das coisas, sabem que vão para a "escola dos grandes" mas só começam a perceber as diferenças quando lá chegam. Nós é que vivemos atormentados com um sem fim de dúvidas e receios... sobretudo nos dias que correm... quando éramos pequenas era tudo muito mais fácil! o mundo era menos mau... as crianças viviam mais soltas e os pais não tinham tantas preocupações... hoje duvida-se de tudo e de todos, há tanto perigo à solta... não é fácil mas temos que aprender a viver assim.
      Espero que tudo também vos corra pelo melhor e obrigada pelo comentário e pela partilha... nós mães temos um mundo infinito em comum ;-)

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  2. A minha teve até aos 3 anos numa escola privada..está na pública na pré á 2 anos, este ano entra para a 1ª classe, optei por fazer isto porque queria que a mudança da pré para a 1ª não tivesse tanto impacto...ficar sem os amigos, desconhecer a escola, as pessoas e derrepente as regras mudam, porque afinal a 1ª classe não vai ter nada a ver com a pré, assim, a escola é a mesma, á partida vai ficar com grande parte dos amigos que estão na pré, já conhece as auxiliares e colegas que já estão na primária...terá apenas que se preocupar e gerir as novas regras da 1ª classe...

    Beijinhos

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  3. Estas decisões são tão importantes, é natural a preocupação. Penso que fazem bem em pô-la na pré da nova escola, é melhor que tome contacto e faça novas amizades antes de começar a primária.As crianças têm uma grande capacidade de adaptação, e se gostaram da escola, é porque tem condições para a Rafaela aprender e ser lá feliz! Vão haver dias de choro, e de saudades dos colegas e da educadora...Mas faz parte do crescimento, temos que ajudá-los a saber lidar com as mudanças na vida, só assim terão capacidade de defesa. Sei bem o que me custou ver a minha filha triste, pois quando entrou este ano para a escola primária sentiu muitas diferenças,e mesmo passado tantos meses, ainda pergunta pelos ex-colegas e pela educadora, pois esteve no mesmo jardim-escola privado desde o berçário. Mas adaptou-se. Vai correr tudo bem :)

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