segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Estou a rebentar de felicidade ♥

Deixar a zona de conforto. Sentir a ansiedade a espicaçar-me a alma. Saber que foi uma escolha ponderada, saber que só tenho excelentes referências mas continuar pensativa porque só quero o melhor para ela e a minha felicidade depende do bem estar daqueles que amo. É assim que tenho andado nos últimos dias por causa da mudança de escola. Deixar uma "família" que já nos acompanha há 5 anos não é fácil. Na sexta feira, na reunião de apresentação (que adorei pela forma como foi conduzida), a educadora perguntou a cada um dos pais que expectativas tinham quando inscreveram os filhotes. Eu sorri e só me ocorreu uma resposta: "Só desejo que ela seja tão feliz aqui como foi na escola anterior".

Pode parecer uma resposta simples mas quando somos felizes o resto vem por acréscimo. Quem não é feliz não aprende, não brinca, não tira prazer da vida. Quem é feliz consegue abraçar o mundo com energia, confiança e determinação.

Hoje às 9h00, quando a deixei à porta da sala, voltou a agarrar-se às minhas pernas. Muitas criança, muitos pais, muita emoção, uma sala fantástica cheia de coisas para descobrir e muuuuitos sentimentos novos para gerir. A educadora disse-me para entrar. Ali fiquei de mão dada com ela a explorar as novidades. "Brinca comigo mamã! Olha este quadro tão giro! Desenhas-me uma bonequinha? E olha o recreio!! É enorme e tem uma casinha!". Mas nestas coisas já sei que o melhor é não esticar a corda, ou seja, não prolongar as despedidas. Disse-lhe que tinha que me ir embora. Olhou para mim com cara de Bambi abandonado.  Não chorou, não fez fitas. Ela própria diz que já não tem idade para fazer fitas como os bebés (o pior é que nem sempre se lembra disto e em certas situações recua aos 18 meses!).

E rumei à saída. E lá senti de novo as mãos dela de volta das minhas pernas. A educadora percebeu, deu-lhe a mãozinha e eu segui (depois de lhe dar mais umas beijokas). A Rafaela é assim, uma criança super doce que adora a companhia dos adultos. Não troca a companhia de um adulto por uma criança. Sempre foi assim e cheira-me que sempre será. Sempre foi muito estimulada por mim, explico-lhe tudo, brinco com ela, levo-a para todo o lado (desde bebé! mesmo em trabalho!), ou seja, está habituada a um acompanhamento diário e constante. É nos adultos que encontra estímulos e respostas para as suas infinitas perguntas (acho que vai viver na idade dos porquês até aos 18 anos!). Sempre preferiu conversar com gente grande ou com crianças muito maiores que ela. As mais pequenas (ou seja, as da sua idade!) não lhe despertam grande interesse.

A modos que passei a manhã toda a olhar para o relógio. Desejosa que chegassem as 15h00 para a ir buscar. Desejosa de saber o que traria para contar...

Assim que a vi agarrei-a ao colo, esborrachei-a com beijinhos e perguntei-lhe "Então meu amor??? Gostaste muito, pouco ou mais ou menos??"

Ela olhou para mim com um sorriso fantástico e respondeu "Muuuuuuuuuuuuuuito! Adorei mamãzinha! A professora é bué querida, bué fixe, bué simpática!" Queres ver o que ela me deu?"

Levou-me até ao seu cacifo e tirou do saco uma joaninha calculadora/afia amorosa. "A professora deu-me isto porque eu me portei muito bem! Ajudei-a a fazer as pulseiras com os nomes e a apanhar os papelinhos do chão. Os meus colegas estavam todos no tapete mas eu fui perguntar-lhe se precisava de ajuda porque gosto muito de ajudar! Ela até se desequilibrou quando se dobrou mas não caiu porque eu dei-lhe a mãozinha! É bué da simpática, bué divertida!".

E o meu coração de mãe rejubilou de felicidade! Parece que me tiraram 100 anos de cima! Passei o resto do dia de sorriso parvo na cara tal é a felicidade que sinto ao vê-la tão satisfeita com a nova "família". E falou, falou, falou, fez o relatório completo com a sua alegria e energia estonteantes. E brincámos as duas no quarto e a seguir fomos ao ginásio e lá continuámos a conversar sobre este primeiro dia que não podia ter corrido melhor.

Muitas de vocês devem pensar que sou doida ou algo do género mas para uma mãe galinha como eu a felicidade da minha filhota (e de quem mais amo) é tudo na vida. Não ganhei o euromilhões, não me saiu a lotaria, não comprei uma casa com jardim nem uma mala de 1.000€, não ganhei uma viagem às Maldivas (eu preferia ir ao Nepal!)... mas sosseguei o meu coração, vejo-a feliz (como sempre!), recuperei o meu equilíbrio emocional e a minha paz interior. Isto para mim não tem preço, vale ouro.

My love, my light, my life 










Rafaela: Túnica Zippy / calções Mim / colar Amor às Cores 

Angel♥Luzinha Fotografia
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4 comentários:

  1. Que lindo! Muitas felicidades para a Rafaela nesta nova etapa e para a mamã de coração descansado. Que filha maravilhosa!
    Beijinhos

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  2. Amo a forma como a Paula consegue passar para o "papel" aquilo que lhe vai no coração. As fotos, as palavras, tudo se encaixa perfeitamente, tudo faz sentido, tudo me toca. Identifico-me imenso com a forma como encara a vida. Sempre tão simples e verdadeira!

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  3. Fico feliz pelas duas por ter corrido tão bem este passo de gigante! A Rafaela está linda, e a crescer a olhos vistos, bem podes estar orgulhosa :) muitos beijinhos

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  4. pois....é engraçado como estas etapas custam sempre mais a nós pais que a elas.....mtas felicidades e saúde pela vida a fora para as duas!!! entendo-a pois tenho também uma menina que é tudo para mim....e embora mais velhinha que a sua o meu pãnico nestas situaçaoes é sempre igual.....

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