quinta-feira, 5 de junho de 2014

Foi um drama...

Um dia destes chegou-me a casa super feliz porque as sementes de tomate já tinham germinado. "Sabes mamã, o meu tomateiro já tem folhas! Está lindo! Tenho cuidado muito bem dele! Tenho-o posto ao Sol e mantido a terra húmida como a Professora explicou. É o mais lindo da sala! Estou desejosa de o trazer para casa porque tenho medo que os meus colegas o estraguem. Os rapazes são uns desastrados! O P pôs tanta água no melão que o afogou! E o M afogou a salsa! Não gostam de cuidar da natureza, só fazem asneiras!".

As sementes deram origem a uma série de raminhos verdes que faziam os encantos da nossa Fada. "Quando ele crescer temos que o por num vaso grande! E depois fazemos uma salada com os tomatinhos!".

Passadas algumas semanas, trouxe-o para casa e suspirou de alívio. "Aqui em casa é que ele está bem! Já não preciso de me preocupar com os meninos! Aqui ninguém lhe faz mal! É o tomateiro mais feliz do mundo!".

Regava-o meticulosamente (para não o afogar) e colocava-o no parapeito da janela para apanhar o Sol da manhã. Tudo corria lindamente. O tomateiro continuava a crescer dentro do copo e ela tagarelava de felicidade (até cantava para ele!). Até ao dia... até ao dia em que o papá abriu a janela e espetou com o tomateiro no chão... sem querer... só reparou nele quando o viu estatelado... estão a ver o filme, não estão?

Chorou baba e ranho. Ficou inconsolável. "E eu a pensar que aqui em casa estava mais seguro! Coitadinho! afinal de contas estava mais seguro na horta lá da escola! Cuidei tão bem dele para nada! Agora ficou todo estropiado! A culpa foi minha! Não o devia ter colocado ali para apanhar Sol!".

E ali ficou ajoelhada de volta da terra e dos ramos estropiados (a conversa dela é o máximo! sempre tão cuidadosa com tudo e com todos!) enquanto as lágrimas lhe pingavam para o chão. Metia dó. A mamã enfermeira ainda tentou salvar alguns ramos mas só sobreviveu um. Já o coloquei na terra mas não pegou... também o coloquei nestas bolas mas murchou... bye-bye...



Em suma, o papá é que o espatifou mas eu é que tenho gramado com esta conversa dia e noite. Contei o "drama" doméstico à professora (que também sabe como a Rafaela sofre com estas coisas) e hoje levámos o copinho do falecido para encher com terra e sementes. Assunto resolvido. Logo à tarde temos um novo tomateiro pronto a germinar... só espero que tenha um fim mais feliz que este desgraçado... e que dê muitos tomates para fazermos a tão desejada salada ;-)

AngelLuzinha

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