terça-feira, 26 de agosto de 2014

Não ganhámos para o susto...

E se eu vos disser que a nossa Amélie foi atacada por um gato que lhe ia acertando com as garras no único olho que lhe resta (visto já estar cega do direito)?! Foi um stress que nem calculam. Tudo se passou ontem, quando fomos visitar a nossa querida amiga T. Já não a víamos há imenso tempo e a Rafaela insistiu em levar a raposinha para a apresentar ao V e à M. Assim que chegámos demos de caras com o gato da mãe da T... memmm isto começa mal, pensei eu... e não me enganei!

Grande, desconfiado e muito senhor do seu território (como qualquer animal que se preze!). A Amélie ao pé dele parecia um porta chaves! A pobre continua a olhar para os gatos com o ar mais doce do mundo mas eles não lhe retribuem a simpatia. Este não estava para conversas e quis saltar-lhe para cima assim que a avistou. Mal tive tempo de a agarrar...

Safou-se do ataque, continuou ao meu colo e o Sr. Gato afastou-se desinteressado (pensámos nós!). Perdi o bicho de vista e fiquei descansada. Coloquei-a no chão (com a trela) e a fofinha ficou colada às minhas pernas enquanto eu tentava conversar com a T (com 3 crianças por perto já se sabe como é! uma pessoa não consegue ter uma conversa sem quinhentas interrupções pelo meio!). E o gato??? Aproveitou a confusão e apareceu não sei de onde para esganar a Amélie que continuava sentada ao meu lado. Voou-lhe para cima e lançou-lhe as garras ao focinho. Ela ganiu... Medo! Agarrei-a enquanto tentava perceber se estava ferida. A Rafaela ficou histérica e eu tentava manter a calma. Tinha sangue na pálpebra inferior do olho bom. A cadela tremia e a Rafaela chorava e gritava desalmadamente. Chegámos a casa meias apalermadas. O papá também ficou gelado quando soube o que aconteceu. Ficámos os três de volta dela. Por milimetros não lhe acertou no olho. Teve sorte... muita sorte... mas não ganhámos para o susto.

A Rafaela lá se acalmou enquanto digeria o stress e a desilusão. Afinal os gatos não são tão inofensivos como ela pensava. Já tinha percebido aqui e ontem teve a certeza.  Desde pequena que os venera, passava a vida a pedir-me um (lembram-se? antes de termos a Amélie) e até ficava zangava quando eu lhe dizia que os gatos não podem andar de trela na rua (de trela, calculem!!). Agora já percebeu que são fofinhos mas não permitem amarras. São donos de um espírito livre e selvagem. Jamais serão tão fiéis e dóceis como um cão...


Ontem teve mimos a dobrar... ou melhor, a triplicar!
 Já vos disse que somos doidos pela raposinha mais querida do mundo, não disse?


AngelLuzinha

2 comentários:

  1. Se juntar dois cães pode acontecer exactamente o mesmo, a culpa não é do gato, mas sim vossa que deveriam de saber se existem outros animais ou não em casa. Adoro cães e gatos mas odeio ouvir a expressão que um gato nunca vai ser fiel ou dócil... tenho dois gatos um de espirito rebelde e outra meiga como tudo... o de espirito rebelde é super fiel a mim... quando estive grávida não saia de ao pé de mim, quando a minha filha nasceu não saia de ao pé da alcofa... quando tive o aborto espontaneo e passei mal o meu gato não saiu de ao pé de mim, quando tive de fazer amniocentese este miou desalmadamente porque eu não saia da cama e tiveram de lhe deixar entrar no quarto e só saia dele para comer e fazer suas necessidades. E isto um gato rebelde.
    Ora se entra outro animal no seu território não o defende... as pessoas adoram confundir animais com pessoas e achar que tem capacidade de intrepetar as coisas como seres humanos.
    Ainda por cima é segunda vez que isto lhe acontece... e desculpe estar a comentar mas passar má imagem dos gatos que coitados já o tem por sua ignorânica num blog público...
    Agora vá ao parque com a sua Amélie e assim que vir um cão seja pequeno ou grande vá a correr apresentar a sua Amélie e veja o que acontece... depois diz o que ai que raças tão perigosas que existem por ai... eu já fui mordida por um caniche ok?!! E nunca fui atacada por um gato...

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    1. Calma Nicole, não estou aqui a defender A ou B, nem a passar má imagem dos pobres dos gatos :-)))))

      Vejo que segue o blog há pouco tempo porque há anos que defendo e ajudo publicamente os animais. A minha filhota venera todos eles! Por ela tínhamos um Zoo cá em casa! Aliás, todas as semanas passamos por Oeiras para deixar ração aos gatos abandonados que vivem no jardim. Espreite aqui:
      http://www.angel-luzinha.com/2013/05/a-injecao-tarde-tranquila-o-gato-e-o.html#comment-form

      E aqui também: http://www.angel-luzinha.com/2013/05/a-injecao-tarde-tranquila-o-gato-e-o.html#comment-form

      Aliás, a nossa Amélie foi abandonada e está cega do olho direito por causa dos maus tratos que recebeu de quem a abandonou. Se segue o blog já deve ter lido o meu relato aqui: http://www.angel-luzinha.com/2014/06/nao-nao-e-um-sonho-e-doce-e-real.html#comment-form

      A Amélie vai connosco para todo o lado (menos para os locais públicos onde não pode entrar). Há gatos e gatos, há cães e cães, há pessoas e pessoas, contudo, ninguém pode negar a natureza de cada um. Já tive gatos na infância (tive um que era um sonho de bichinho!) adoro-os, sou incapaz de os tratar mal mas reconheço que jamais serão tão dóceis como um cão. Tenho que explicar à Rafaela que por muito que gostemos deles há diferenças incontornáveis! Jamais conseguiremos andar de trela com um gato na rua ou dizer-lhes para fazer isto e aquilo cegamente... quem já teve ambos reconhece facilmente as diferenças. São uns fofinhos mas ninguém lhes tira o espírito livre e rebelde com que nasceram.

      De qualquer forma, ainda bem que assim é porque é nas diferenças que reside a beleza de cada animal... aliás, eu até costumo dizer que quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais!

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