quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O reencontro

Quando chegámos, estava sentada na varanda ao lado dos avós. Estacionamos o carro mesmo em frente e assim que a Rafaela levantou a fralda da janela (continua a ser o melhor método para não levar com o sol nas viagens) começou a tremer de excitação de orelhas no ar. Conheceu-nos num ápice! O avô teve que a segurar para não se atirar da varanda abaixo! Tremia de tal forma que parece que lhe ia dar uma coisa! Saímos do carro desejosos de a abraçar. Foi o delírio! Tremia, pulava, gemia, lambia-nos e mordiscava-nos as mãos numa alegria que dava gosto ver. E nós a pensar que ela podia estar amuada por a termos deixado 8 dias longe de nós. Nem pensar! Recebeu-nos com a maior felicidade e gratidão do mundo! Que amor fantástico! Para além disso, ficou muito bem entregue (melhor era impossível!) e os meus pais adoraram-na porque ela é de facto adorável e não dá trabalho nenhum. Cada vez que penso que alguém a abandonou desta forma até fico a ferver por dentro. Agora é mimada e tratada como merece... como uma princesa! 

Quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais, a sério! A forma carinhosa como olha para nós, a companhia que nos faz, a gratidão que demonstra, o ar dócil e brincalhão, a fidelidade única e despretensiosa... não é à toa que digo que ela é a minha "mais nova", uma espécie de bebé. Uma bebé de quatro patas que me deu a conhecer uma nova forma de amar. Nunca pensei dizer isto, mas é verdade! Aliás, quem me conhece pessoalmente fica de boca aberta a pensar como é que uma pessoa altamente enojada como eu (sim, tenho a mania das limpezas e a pancada dos micróbios!) pode viver agora com uma cadelinha em casa. A isto chama-se amor! Amor a ela e à Rafaela que todos os dias nos diz que a Amélie ainda lhe parece um sonho. Se eu soubesse o que sei hoje já lhe tinha feito a vontade há mais tempo porque a casa continua imaculada (já não vejo micróbios em todo o lado! tem sido uma terapia para mim) e a felicidade é inexplicável 








Sempre atenta, sempre protetora como uma mana mais velha! Por vezes é demais porque não deixa ninguém chegar perto. Tem medo que lhe possam fazer mal ao olho esquerdo, visto estar cega do direito... é um amor que nem calculam!











Rafaela: Túnica Zippy / calções Lanidor / sandálias Primigi 

AngelLuzinha

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