quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Não sei... mas sou feliz assim.

Estarei a ficar velha? Não sei. Só sei que a caminho dos 39 procuro cada vez mais a paz e o sossego. Cada vez tenho menos pachorra para as futilidades do mundo, para as conversas da treta e para as confusões. Cada vez gosto mais de enfiar uma roupa descontraída e rumar até ao campo onde o silêncio só é quebrado pela voz da Rafaela e o ladrar da doce Amélie. O horário de inverno não ajuda mas, mesmo assim, temos conseguido passar os finais de tarde entre ervas e bichinhos. Das 5 às 6 é um pulo mas sabe tão bem ficar ali a contemplar aquela luz antes de rumar até casa para dar inicio aos banhos, trabalhos de casa e jantar. 

Não sei se estou a ficar velha mas a aquariana que há em mim sempre preferiu o sossego à confusão e o espiritual ao material. A família é tudo para mim e cada vez gosto mais de colecionar bons momentos porque são eles que nos dão aquela energia nas fases mais complicadas da vida. 

A chave da minha felicidade? Deixar para trás tudo o que me desgasta e contamina. Dar valor ao que realmente tem valor. Focar-me no importante e abandonar o supérfluo, o fútil e o descartável. Viver com menos coisas e mais momentos. Beber a vida na sua essência. Sempre.








Rafaela: Vestido Lanidor (coleção outono inverno passada)

Angel Luzinha Fotografia
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2 comentários:

  1. Bem então já somos duas Paula. Durante 17 anos morei na Póvoa de Santa iria e há 2 anos mudei-me para Arruda dos vinhos e para viver prefiro esta paz. A Mariana tem 4 meses e se me for possível mantermo-nos aqui, julgo que seria bom também para a Mariana usufruir desta tranquilidade e do campo.
    Sou como a Paula futilidades longe, não gosto do que me faz sentir o cérebro minusculo

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