segunda-feira, 30 de março de 2015

Quem ama cuida

Hoje foi dia de "tortura" para a miss Amélie. A raposa mais querida passou uma hora e meia aqui nas mãos da querida Marta. Veio de lá cheirosa e lindona! A Marta trata-lhe sempre do visual com um carinho do outro mundo mas a bichinha foge dela a sete pés. Continua a ser uma cadelinha super desconfiada e amedrontada. Desata a ladrar assim que alguém olha para ela e deixa um rasto de lágrimas atrás de si sempre que vamos ao jardim! As crianças querem agarrá-la e fazer-lhe festinhas mas ela ladra e desata a fugir... e depois ficam num pranto porque "o ão ão fugiu!". Toda a gente se mete com ele por ser tão minúscula e fofinha (um autentico peluche!) mas ninguém lhe consegue arrancar um "sorriso". A veterinária diz que é um comportamento típico dos animais que foram abandonados e maltratados como ela. Só confia em nós e só mostra a sua personalidade maravilhosa das portas de casa para dentro. É o quarto elemento da família. Passa a vida atrás das nossas pernas a pedir colo, mimos e atenção. É mega mimada por todos e retribui de uma forma absolutamente apaixonante. Só lhe falta falar! É um doce de bichinha e já nem consigo imaginar esta casa sem a sua presença tão querida, brincalhona e barulhenta. É impressionante (e assustador!) a forma como nos afeiçoámos a esta bolinha de pelo (e ela a nós!). Se saímos sem ela, fica a tremer e a fazer beicinho. Se dou colo à Rafaela põe-se de pé nas patas traseiras a gemer porque também quer. Se nos vê ir para a mesa corre a juntar-se a nós... enfim, quem tem um cão sabe perfeitamente o que sinto ao escrever estas palavras. 

Mas hoje ficou sozinha na loja da Marta e portou-se lindamente. Quando chegámos tremia que nem varas verdes ao meu colo (meeeeedo! o que é que será que a M me vai fazer desta vez?) mas lá ficou com aquele ar de bichinha abandonada. A Marta diz que é melhor assim porque os cães tendem a fazer mais fitas quando estão com os donos (como as crianças com os pais!). E lá ficou durante hora e meia a tratar da sua beleza canina. Quando a fomos buscar recebeu-nos com uma alegria explosiva (parece que não nos via há um ano!) mas já estava muito mais calma. Desta vez não se atirou da bancada abaixo para fugir para casa! 

Aqui está ela com o seu ar de mimada depois da banhoca, tosquia e manicure  (refugiada no colo da Rafaela que me deu cabo da cabeça enquanto a Marta não nos ligou para a irmos buscar!). 


Quem a abandonou desta forma brutal, certamente nunca pensou que ela escaparia da morte e que viria  a ser tratada como uma verdadeira princesa.

AngelLuzinha

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