sexta-feira, 17 de abril de 2015

Mamã! Quando for grande quero ser...

Já decidiu. Quando for grande quer ser professora, proprietária de uma loja de animais e viver numa quinta onde vai criar e preservar várias espécies. Chegou-me da escola com esta certeza inabalável e diz que já está a juntar dinheiro para comprar uma quinta aqui em Lisboa (não sei onde!!) porque quando for grande não quer viver longe de mim e do papá (esta miúda não se aguenta de querida!). Por isso, prefere juntar dinheiro para comprar uma nova do que ir viver para a nossa casa de campo no Alentejo onde tem muito terreno e estruturas montadas, que ficaram do tempo dos meus avós, para receber a bicharada. 

E é isto. A Fada dos Animais já sabe o rumo que quer dar à sua vida. Entretanto, vai salvando os bichinhos de conta que povoam o recreio da escola porque "há miúdos que são uns selvagens e esmagam-os com pedras!". Todos os dias leva uma caixa para os salvar durante os intervalos e já mobilizou uma série de colegas em torno desta iniciativa. E a seguir? A seguir traz tudo para o hotel (palavras dela!) que construiu cá em casa. Um hotel decorado com terra, pedras e folhas onde estão a salvo das maldades do mundo. Até eu já ando de saco na mão a recolher folhas e terra fresca para suas excelências! Ser mãe de uma Fada é assim. Eu sou mãe toda a vida mas ela só é criança uma vez, por isso faço questão de me envolver ao máximo nestas iniciativas que me enchem de orgulho por ter uma filha tão doce, tão meiga e tão senhora das suas convicções.

Mas este hotel é apenas uma residência temporária. Daqui a uns dias estes hóspedes são devolvidos à natureza (para um local seguro longe da civilização) para darem lugar a outros que a Fada vai resgatando das garras dos malfeitores.

Mais palavras para quê? Miúda mais querida não há 













Uma Fada que também já aderiu ao #movimentobloom no instagram

AngelLuzinha

2 comentários:

  1. ahahaha... adorei. É linda. Fez-me lembrar os velhos e bons tempos de criança.
    Imagina ser mãe de três que faziam exactamente o que ela faz.
    A minha mãe deu em doida... levávamos de tudo, até porquinhos da índia que apanhamos perdidos na serra.
    Lembro-me de um dia termos salvo uma coruja linda que foi electrocutada... viveu algum tempo, não se aguentava de linda mas não sobreviveu... Chorei tanto.
    Ainda hoje salvo animais e moro perto dos meus pais... Não há nada mais precioso.

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    1. Pois... eu era igual Sandral!!!... eu e o meu irmão passávamos a vida a salvar bicharada e depois sobrava sempre para a minha mãe eh eh eh!! Agora inverteram-se os papéis... agora sobra para mim!! Mas eu adoooooro alinhar nestas coisas... é como se estivesse a recuar no tempo... é delicioso ♥

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