segunda-feira, 8 de junho de 2015

A queda, o braço partido e o fim de semana

Na sexta feira houve festa na escola. Só houve aulas da parte da manhã porque a festa começava às 16h00. Às 13h00 fui buscá-la e a excitação era mais que muita! Fomos até casa e passou o tempo todo a contar os minutos. Arranjou-se, maquilhou-se (ela e os batons!), pôs a mala à tiracolo e foi o caminho todo aos saltinhos de tão feliz que ia. E eu? Eu estava exausta (depois de uma semana de loucos em termos de trabalho) e desejosa de chegar à festa para começar a descomprimir. Chegámos e o ambiente estava o máximo. Pais, professores, alunos, tudo na maior! Comecei a sentir o corpo a relaxar mas foi por pouco tempo. No centro do recinto estava um palco onde várias crianças brincavam e dançavam. A Mariana estava lá e a Rafaela quis ir ter com ela. Eu ainda pensei duas vezes mas depois deixei-a ir porque até tive vergonha de ser tão galinha. A minha consciência sussurrou-me "Deixa de ser atrofiada Paula! Ela tem sete anos e os colegas estão ali todos na brincadeira!".

E lá foi ela ter com as amigas enquanto eu fiquei a conversar com a mãe da M mesmo à sua frente. Nunca lhe tirei os olhos de cima. Passado uns minutos vejo-a dar a mão à Mariana para descerem as escadas do palco. Assim que colocou o pé no primeiro degrau zás! Escorregou e veio parar cá abaixo. Estatelou-se de barriga para baixo no meio do chão e a Mariana caiu-lhe em cima. Fiquei azul. Não se conseguia levantar. Tive que a agarrar ao colo e chorava desalmadamente com dores. Não sou médica mas percebi que a coisa era grave quando vi o braço todo torto na zona do pulso (como se alguma coisa se tivesse desencaixado). Criou um inchaço brutal em segundos. A Mariana felizmente só esfolou o joelho mas a Rafaela estava mal. Não conseguia mexer o braço. "Mamã, vou ficar boa?  Vou?? Parece que tenho aqui um osso preso que não me deixa levantar a mão para cima!".

O pessoal aglomerou-se à nossa volta e uma senhora foi buscar gelo enquanto eu a tentava acalmar. Gelo e mais gelo e o braço sempre a inchar. Agarrei nela, telefonei a meu marido e rumámos às urgências do Hospital da Luz. Na triagem ia-me logo dando uma coisinha má quando nos disseram para estarmos preparados para uma eventual cirurgia (dado o estado do braço). Ela não se apercebeu da conversa mas eu e o papá ficámos a morrer de preocupação. Ele manteve a "calma" mas eu tive que desviar o olhar porque não conseguia controlar as lágrimas nem o sentimento de culpa. Bolas! Mas porque raio é que eu a deixei ir para cima do palco!? Eu é que devia ter partido o braço e não ela! Este sentimento de culpa estava a dar cabo de mim... mas... mas... enfim, quem é mãe sabe como é...

Felizmente suspirei de alívio quando o ortopedista de serviço viu o raio-x (obrigada Dr. Luís Pires, foi cinco estrelas!) e nos garantiu que o caso se resolvia com gesso. Lá estava uma pequena fratura no rádio junto ao pulso do braço esquerdo. Nada de alarmante. O pior foi quando o médico teve que encaixar o osso antes de colocar o gesso. Um esticão que doeu a valer mas ela foi uma valente e o médico um amor. No fim perguntou-lhe logo se também ia receber um diploma de coragem, como o que lhe deram aqui quando partiu o queixo. Enfim, as crianças são seres do outro mundo, são mesmo! Não tinham diplomas mas foram buscar estes autocolantes que a deixaram toda orgulhosa ;-)

Chegámos a casa às quinhentas (ganda friday night!!!) e no sábado de manhã tive que faltar ao evento da Vulcano no Zoo e ao da Tuc Tuc nas Amoreiras porque tinha a cabeça a implorar por descanso (thanks pelos convites mas aqui a mamã estava de rastos e a Rafaela teve dores durante a noite). Dormimos, descansámos e à tarde rumámos até ao Festival Ludopolis porque já lhe tínhamos prometido que íamos. Desta vez não pôde andar feita macaca mas as crianças são peritas em descobrir diversão ;-)


Assim que chegou ficou logo a olhar para o insuflável Um Bongo (no way!) mas depois lá se mentalizou que o melhor era optar por uma atividade mais pacata. Embrenhou-se na Escola de Ritmos Um Bongo e para ali esteve entretidíssima a cantar e a experimentar uma série de instrumentos ao ritmo do bom sabor da selva. 












 Tantos e tão giros! Os tempos mudam mas há coisas que nunca passam de moda ;-)


 Bolas de sabão gigantes! Outro clássico que ela adora ;-)


Olhem só quem encontrámos outra vez!


De braço ao peito mas sempre imparável... este mês vai ser uma coisa jeitosa, vai vai!


Um, dois, três...  voa!!




Não deu para experimentar nem metade das diversões (de braço ao peito fica tudo mais complicado!) mas veio de lá feliz e é isso que importa. Aproveitem para passar por lá com os vossos filhotes porque vale a pena. Nós somos pais toda a vida mas elas só são crianças uma vez ;-)

A seguir foi para casa com o papá enquanto eu rumei ao Jardim Botânico para fotografar mais uma princesa. É assim a vida de uma mãe. Queremos o melhor para eles mas não dominamos o mundo. Aconteceu, tinha que ser... não a posso ter numa redoma mas também não me posso culpar... e no meio do azar até teve sorte por não se ter partido toda daquela altura.

AngelLuzinha

4 comentários:

  1. ohhhh que chatice! Ainda para mais uma criança tão ativa como a Rafaela ver-se assim "a meio gás" não deve ser fácil! Coragem!!!
    Mas ela continua feliz e isto há-de ser apenas um episódio esporádico que não tarda vai passar.
    Bjs e as melhoras rápidas!!

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    1. Obrigada ♥ Para ela não é fácil mas para mim ainda é pior porque passo o dia a por-lhe travão para não fazer asneira! Vai devagar, não corras, não pules, olha o degrau, tem cuidado porque se vais com o braço ao chão estás tramada... enfim, quando partiu o queixo foi igual! No dia a seguir já queria ir para o parque infantil... só eu sei a camada de nervos que apanhei enquanto não tirou o penso e os pontos... enfim, só amarrada a uma cadeira :))))

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  2. São episodios que fazem parte da vida. Vou contar-te uma coisa o meu irmão mais novo que era pequno também andava sempre ou com um braço partido, ou uma perna, a cabeça ou un dedo, nós até lhe diziamos na brindeira que era o homem de gesso. Hoje em dia são memórias da infância dele e com algumas até nos rimos porque nem ele sabe como é que aconteceu outras pq foram situações de brincadeiras de miudos.

    Paula a minha Mariana de praricamente um ano é uma verdadeira macaquinha.
    Ainda não anda, mas tem de chegar onde os grandes chegam. Ontem subiu para cima do puf e "abraçou" a televisão a minha mãe ficou sem reação.

    Espera-me momentos de muita macaquice..

    Bjs e as melhores.

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    1. Pois é Sara, faz parte... eu para ser sincera nem sei como é que nunca parti nada! Eu era tal e qual a Rafaela, sempre imparável! Aliás, somos super parecidas em termos de personalidade, dois vulcões atómicos :-)) Valha-nos o papá que equilibra as coisas com a sua calma :-)))

      Força aí com o teu pequeno tufão! Essa fase é super gira mas é preciso mil olhos. Não têm consciência de nada e a vontade de explorar e conhecer sobrepõe-se a tudo. A Rafaela começou a andar com 11 meses e era a loucura... só asneirada!

      Beijnhos e bom feriado ;-)

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