sexta-feira, 24 de julho de 2015

Os colares de âmbar, as modas, os mitos e os dentes

"O âmbar é bonito, sem dúvida, mas o pescoço dos vossos filhos é bastante mais. Os dentes nascerão e crescerão, com maior ou menor sofrimento - são as dores incómodas mas necessárias que acompanham qualquer processo de crescimento. O enforcamento ou a morte de uma criança não valem o show-off nem a moda (ou negócio) dos colares, mesmo que de âmbar. Finalmente, não deixa de ser curioso que as mães (porque a escolha é sobretudo delas) só coloquem os colares de âmbar às raparigas... então os rapazinhos, coitados, não mereciam também ser isentos das tais dores de dentes?"

"Mesmo sem casos (ainda) em Portugal, estaremos à espera do primeiro para as televisões darem ditectos às 8 da noite e todos compungirem e chorarem a morte dessa criança? Que tal esquecer, por um instante, a cultura das redes sociais, facebook e blogues, e voltar a acreditar numa coisa chamada ciência?"

Estas palavras não são minhas mas podiam ser porque subscrevo na integra cada parágrafo que o conhecido pediatra Mário Cordeiro escreveu neste artigo. Com as crianças todo o cuidado é pouco e os acidentes ocorrem quando menos esperamos. Nunca permiti que a Rafaela usasse nada do género. Agora anda sempre de colares ao pescoço mas quando era mais pequena nem pensar (quem segue o blog sabe disso). Aliás, tem um de âmbar que lhe ofereceram mas nunca o chegou a usar porque sempre tive receio. Sempre pensei que era preferível vê-la chorar com dores de dentes do que eu apanhar um desgosto para toda a vida.

Sim, porque os acidentes não acontecem só aos outros. As desgraças podem bater à nossa porta quando menos esperamos. Digo isto por experiência própria. Quando a Rafaela tinha um ano e pouco apanhámos um dos maiores sustos da nossa vida. Tivemos que parar o carro em plena segunda circular porque ela estava a ficar toda roxa no banco detrás. Tínhamos acabado de sair da Cuf Descobertas. Tinha acabado de ser vacina. Seria alguma reacção à vacina? Foi um horror! Hora de ponta, um trânsito medonho, tudo a apitar e nós parados na berma da segunda circular com ela toda roxa a vomitar enquanto os carros passavam a uma velocidade incrível (sujeitos a levar com algum em cima!). Felizmente no meio do vómito vimos um penso e foi aí que percebemos tudo. A bicharoca arrancou o penso que lhe colocaram na pernoca (depois da vacinação) e engoliu-o! E assim ia morrendo asfixiada... surreal... de loucos!

Em suma, passei o resto do dia a tremer que nem varas verdes e nunca mais permiti que lhe colocassem pensos depois da vacinação. Sei que é uma prática comum, higiénica e correta mas depois desta cena nem pensar! Para além disso, passei a tirar todos os laços e botões que estivessem na roupa ao seu alcance. Paranóia?? Talvez, mas assim tinha a certeza que ela não tinha nada para arrancar e engolir. É que esta piolha começou a andar aos 11 meses e só fazia asneira atrás de asneira! Era um verdadeiro furacão com patinhas... foi um fase super gira mas aqui a mamã chegava ao fim do dia mais morta que viva.


Bolas! Uma pessoa vai ao baú das fotos e até fica parva com a velocidade com que o tempo passa! 
My LOVE, my LIGHT, my LIFE 

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5 comentários:

  1. Realmente, não lembra a ninguém! Imagino a vossa aflição. Fiquei arrepiada só de ler!
    E a sua bicharoca continua com a mesma feição, que amor! Adorei as fotos :)))

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  2. A minha Joana também não usou nenhum tipo de colar e aos 12 meses tinha já 12 dentes, alguns dos quais nem dávamos por nascer, agora com 5 anos já está a ficar desdentada :-)
    Espero que a Diana também não venha a sofrer com os dentes.
    Quanto à situação do penso, que susto! Nunca me passou nada do género pela cabeça mas vou ficar alerta de certeza.
    As fotos estão um mimo (como sempre) a Rafaela tem um ar super querido.
    Bjs

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  3. o nosso pediatra sempre nos disse isto ... esta coisa do âmbar ( tendo em conta que maior parte dos colares não são âmbar ...porque é uma resina fóssil ( não acredito que abunde nas quantidades que se vê))...é uma questão de moda apenas...a mim custa-me ver mães que ate a dormir deixam as filhas com os colares! um perigo!

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  4. Arrepiei-me ao ler o susto que passaram com a vossa filhota. As crianças não param e como crianças que são gostam de descobrir coisas novas. O nascimento dos dentes faz parte do seu crescimento, assim como quando começam a caminhar é natural apanharem alguns tombos, choramingarem, mas logo a seguir levantam-se e voltam à caminhada. Por isso, com os dentes é da mesma maneira apesar de eu achar que umas crianças sofrem mais que outras com os dentes mas cada caso é um caso. Por isso, acho que colares também não.

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