domingo, 16 de agosto de 2015

A beleza da espontaneidade

Adoro fotos sequenciais e espontâneas (principalmente de crianças porque são as rainhas da espontaneidade!). Adoro registar as expressões que fazem enquanto cheiram uma flor, contemplam um pato, brincam com um balão, comem um gelado, penteiam uma boneca, empurram um carrinho, etc, etc, etc.

E se colocarmos três ou quatro fotos da mesma sequência naquelas molduras grandes? Já experimentaram? Fica espetacular! Aqui em casa tenho várias e não consigo evitar um sorriso sempre que olho para elas. As paredes ganham alma e movimento. 

Só tenho pena que a Rafaela já não tenha a espontaneidade dos tempos de bebé. Agora já se preocupa demasiado com a pose e raramente a consigo apanhar distraída. Já não a consigo fotografar com o pé na boca, a fazer bolinhas de cuspo, a morder um brinquedo ou toda despenteada! Tempos que deixam saudade. Por isso mesmo, aproveito este post para partilhar convosco um conselho que dou a todos os meus clientes: quando fizerem uma sessão fotográfica com os vossos filhotes não se preocupem demasiado com o laço do vestido, ou com a gola que está torta, ou com o cabelo que fugiu do lugar ou com o brinquedo que eles teimam em segurar (a não ser que a sessão seja para um fim profissional/moda/book). As fotos espontâneas são as que melhor definem as várias fases dos nossos filhos. Eles não vão fazer bolinhas de cuspo para sempre, eles não vão querer chuchar no dedo do pé para sempre, eles não vão gatinhar e destruir o cenário para sempre, eles não vão babar-se até aos joelhos enquanto comem um gelado para sempre ou arrancar o laço do cabelo entre sorrisos e gritinhos. Tudo passa, até a espontaneidade!

A maior parte das mães preocupa-se demasiado com estes detalhes mas eu peço-lhes sempre para relaxarem e deixarem os pequenos à vontade. Só assim se conseguem aquelas fotos que mais tarde recordamos com um sorriso nos lábios de tão loucas que são. Por exemplo, há dois anos fotografei uma bebé em estúdio que teimava em descalçar-se para meter o pé na boca. A mãe queria registar os seus dois aninhos mas queria vê-la direita e sossegada. Impossível! Os dois anos são uma fase de grande movimento e é isso que merece ficar eternizado. A mãe lá relaxou, a reguila andou à vontade e eu consegui aquelas fotos que ela hoje recorda com saudade porque a sua baby já tem 4 anos e a inconsciência rebelde dos terrible two já se foi. Também consegui as tais fotos "direitinha e sossegadinha" mas sem imposições e sem "olha para aqui ou olha para ali". Tudo ao ritmo da pequenita porque as crianças desta idade ainda não têm maturidade para poses e afins. Se as pressionarmos entram numa espiral de rabujice e depois já ninguém dá conta delas.

Em suma deixam-nas ser crianças porque quando menos esperarem já as têm direitas e certinhas a fazer pose para a objetiva... e depois vão ficar com pena de não terem registado aqueles tempos loucos que já não voltam para trás, acreditem ;-)






Rafaela: Óculos Polaroid / colar Terços da Lupinha / Túnica H&M

Let them be little!

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