quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Minha querida Fada

Eu sabia que ias falar no Saltinhos até à hora de deitar. O pobre tinha uma pata partida e tu, com o teu jeito de Fada, acreditavas que o conforto da nossa casa o faria mais feliz. E se as formigas o atacam? E se morre afogado com a chuva? E se parte a outra pata e deixa de pular? Tudo isto pode acontecer mas a credita que, mesmo assim, ele será mais feliz lá fora onde o vento lhe bate nas asas e o orvalho o acorda pela manhã. Um dia, quando cresceres e realizares o teu sonho, vais acolher muitos Saltinhos nos teus prados sem fim. Sim, porque uma Fada como tu merece realizar esse sonho. Um dia vais ter a tua quinta nos arredores de Lisboa para continuares a viver perto de nós (adoro quando dizes isto! filha mais querida não há!) e criares o teu próprio Zoo. O pior vai ser quando pensares ir de férias... quem é que vai tomar conta da bicharada?... vai sobrar para mim... vai vai...


Deitaste-te a falar no Saltinhos e acordaste a falar na Kika. Lembram-se dela? Lembram-se daquela coisinha linda que vos apresentei aqui? Hoje foi para a escola a falar no triste fim que a pobre teve e na saudade que lhe vai na alma. Ser mãe de uma Fada é isto, é ter sempre um bichinho a povoar as nossas conversas. É ter sempre um bichinho para salvar e outro para cuidar. É ter uma miúda com um coração de ouro que enche os meus dias de magia e me recorda constantemente como é bom ser criança... como é bom acreditar que este mundo não está perdido.

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