terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Morri mas renasci

É o mês do Natal e da Rafaela. Sim, porque uma Fada como ela só podia ter nascido no mês mais mágico do ano. Já entrou em contagem decrescente para receber o Pai Natal e fazer 8 anos. O tempo voa mas se focarmos o essencial e desfocarmos o supérfluo conseguimos chegar ao tutano da vida e saborear os melhores momentos com a intensidade que merecem. Passamos os dias a correr atrás de nós mesmos mas o segredo da pura felicidade está em desfrutar o presente porque o passado já lá vai e o futuro não nos pertence. E é aqui que as crianças nos dão uma grande lição. Elas vivem o presente como ninguém por isso é que são tão livres e felizes. Saber viver é uma arte que está ao alcance de todos mas só alguns é que encontram o caminho para lá chegar. Eu encontrei o meu há 9 anos, quando perdi os gémeos e senti na pele (e na alma dilacerada) a efemeridade da nossa existência. Fez este domingo 9 anos. O tempo suavizou a dor mas não apagou as cicatrizes. Não há dia que não me lembre deles e dos horrores que sofri a nível físico e psicológico. A barriga gigante deu lugar a um enorme vazio que se apoderou de mim. Foi duro, muito duro. Mas o que não nos mata fortalece-nos e dá-nos uma perspetiva completamente diferente da vida. Passamos a encarar cada dia como uma benção e a dar apenas importância ao que é (e a quem é) realmente importante. Morri mas renasci quando dentro de mim surgiu uma Luzinha única. Minha querida Rafaela.


No próximo fim de semana vamos erguer a árvore e decorar a casa a rigor para receber a família e colecionar momentos felizes. Entretanto, fui ao baú das recordações e encontrei esta foto do ano passado (ainda com dentes!!) que lhe tirei junto ao nosso pinheiro. Este ano vai ficar parecido mas estou a pensar acrescentar-lhe um toque de neve ;-)

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