sexta-feira, 13 de maio de 2016

E assim se acaba com uma vida...

Hoje era para vos mostrar uma festa de anos super gira que fotografei no Museu das Crianças mas, assim que recebi esta notícia, fiquei sem disposição para falar de festas e afins. De manhã fui levar a Rafaela à escola, a seguir fui fazer o meu jogging matinal com a Amélie e meia hora depois estava em casa encharcada dos pés à cabeça porque desatou a chover e já não tive coragem de prosseguir com o treino no meio daquele pântano. Entrei no prédio a praguejar contra o tempo e nisto vejo a minha vizinha do rés do chão a sair de casa para ir passear o cão. Parei, cumprimentei-a (e a Amélie resmungou logo com o cão dela como é hábito) e nesse instante lembrei-me de lhe perguntar se estava tudo bem com o seu marido porque nunca mais o tinha visto. Todos os dias me cruzava com ele de manhã e ao final da tarde mas deixei de o ver há coisa de três semanas.

Ela olhou para mim, os olhos encheram-se-lhe de lágrimas e respondeu com a voz trémula: Faleceu o mês passado. Foi atropelado ali na passadeira ao pé do quiosque por um indivíduo alcoolizado. O embate foi muito forte e não sobreviveu.

Gelei. Paralisei. E assim se acaba com um vida que ainda tinha tanto para viver. E assim se despedaça uma família... desta forma tão estúpida e abrupta.

Disse-lhe que contasse comigo para o que precisasse e senti um enorme aperto no peito enquanto recordava aquela figura alta de olhos azuis a passear o cão antes de ir para o trabalho. O culpado será julgado mas nenhuma pena devolverá a felicidade a esta família.... o pai aqueles filhos... o companheiro de uma vida aquela mulher.

E vim para casa. E sentei-me no sofá a digerir a notícia. Não somos nada... de um momento para o outro tudo acaba. Toda a gente tem o direito de beber os copos que quiser mas ninguém tem o direito de se fazer à estrada nestas condições e acabar com a vida de alguém. É um crime hediondo. É uma irresponsabilidade do mais alto nível. O que é que uma besta destas merece? Se eu mandasse, a pena seria beber até morrer. 


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