terça-feira, 6 de junho de 2017

Ser mãe é #35


Chegar a esta altura do ano com os miolos em água porque uma pessoa passa o dia a trabalhar e ainda tem que se atirar ao estudo com os miúdos. É duro! Sobretudo para quem trabalha de segunda a domingo (como eu!) e chega à segunda feira com a sensação de que os dias se engolem sem pausas.

Para além disso, não sou uma mãe prática, nem despreocupada, nem descontraída, nem descomplicada! Aliás, tenho um estilo descontraído (na maneira de estar e vestir) mas não sou nada descontraída! Sou muito exigente, levo a vida demasiado a sério (sempre fui assim!) e tenho a consciência que puxo demasiado pela Rafaela. Mas também tenho a consciência que é para o bem dela porque os miúdos atualmente têm imensos estímulos e precisam de alguém que os ensine a focar o essencial e a desfocar o supérfluo, caso contrário, acabam por se perder neste mundo sem fim. 

Uma criança acompanhada será um adulto confiante. Uma mãe nunca deve baixar a guarda! Temos que os deixar voar e errar (sem dúvida!) mas devemos ficar na retaguarda, camufladas e atentas, a observar. Aliás, um dos problemas deste século é precisamente a solidão. A solidão, a falta de acompanhamento e de diálogo faz com que muitos jovens se sintam perdidos e procurem um porto onde atracar. E, é nesses momentos, que as baleias azuis da vida lhes estendem a mão. Há sempre um lobo à espera de um cordeiro. Por isso mesmo, o melhor que podemos dar aos nossos filhos é tempo e atenção para que cresçam munidos de uma forte autoestima. Devemos ensiná-los a respeitarem-se e a amarem-se a si mesmos (não no sentido egocêntrico do termo, como é óbvio) porque só assim afastarão os lobos e vingarão na selva da vida. É um ensinamento que requer tempo, paciência e continuidade mas é a base de uma personalidade forte.

Por último, cabe a nós fazer-lhes ver que o melhor fruto é aquele que é semeado com trabalho, amor e dedicação e que, depois de colhido, deve ser saboreado com toda a intensidade. E é isso mesmo que vamos fazer esta tarde! Porquê? Porque hoje fez o último teste deste ano letivo e isso significa que vamos recuperar a nossa merecida liberdade. Sim, porque nas últimas duas semanas, a partir das 17h00, não tenho feito mais nada a não ser passar-lhe fichas até à hora de jantar. Fichas, perguntas, revisões... enfim, tem a sorte de ser filha única e ter em mim uma explicadora privada porque se eu fosse mãe de três ou quatro a conversa era outra (não havia cabeça que aguentasse, pois claro!)

A partir de hoje não vou baixar a guardar (nem pensar!) mas vou soltar-lhe as asas para que possa curtir ao máximo este verão.

A foto acima é do ano passado... e a saudade dos dias bons que passámos aqui já aperta!

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